Como no corpo humano, “na Igreja, que é o Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham a mesma função. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia manifesta-se exteriormente pela diversidade das vestes sagradas, que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro” (IGMR n. 335a). O novo Missal, como vemos, fala agora de “vestes sagradas”, antes falava de “vestes litúrgicas” ou de “paramentos”. Trata-se, sem dúvida, de uma valorização da linguagem das vestes em geral, convidando-nos a aprofundar o seu aspecto sagrado. São vestes sagradas:
a) - A alva, que é veste comum a todos os ministros. Quando a alva não encobre totalmente as roupas comuns que circundam o pescoço, usa-se, antes dela, o amito, que é um pequeno tecido branco;
b) - A casula, que é a veste própria do sacerdote, tanto na missa como em outras ações sagradas em conexão direta com ela. A casula é colocada sobre a alva e a estola;
c) - A dalmática, que é veste própria do diácono, sobre a alva e a estola. Em celebrações menos solenes pode ser dispensada;
d) - A estola, veste do sacerdote e do diácono. Pelo sacerdote é usada em torno do pescoço, enquanto o diácono a usa a tiracolo, sobre o ombro esquerdo, prendendo-a do lado direito;
e) - A capa pluvial, usada pelo sacerdote nas procissões e outras ações sagradas;
f) - O véu umeral (véu de ombros), usado pelo sacerdote na bênção do Santíssimo e nas procissões eucarísticas;
g) - Os ministros não ordenados (acólitos, leitores, ministros extraordinários da Comunhão) podem usar outra veste, aprovada pelo Bispo ou pela Conferência Episcopal.
“Em dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia” (IGMR n. 346g). Um exemplo: ordenação sacerdotal no Tempo Comum. Em vez da cor verde, do tempo litúrgico, usa-se a cor branca. “As missas rituais são celebradas com a cor própria, a branca ou a festiva; as missas por diversas necessidades, com a cor própria do dia ou do Tempo; as missas votivas, com a cor que convém à missa a ser celebrada, ou também com a cor própria do dia ou do Tempo”.
João de Araújo
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